20.2.06

Qual deles é você?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou:
- "Querida, o que você está vendo?"
- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera
com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- "O que isto significa, pai?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: a água fervendo. Mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis, sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais
rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável; depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

Ele perguntou à filha:

- "Qual deles é você, minha querida?"
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força?

Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca
parecer a mesma?

Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?

Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós, somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar
nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.

Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva.
Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar mais este desafio.

Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa repassar essa história.

Uma vida não tem importância se não for capaz de impactar positivamente outras vidas.

Autor Desconhecido

3.12.05

Os inconvenientes da honestidade

"O Tatu tá comprado". A frase percorreu o vestiário, dita baixinho, antes de o time entrar em campo. Significava que o goleiro do time adversário tinha concordado em facilitar a entrada da bola no seu gol mediante uma compensação financeira. Ou, resumindo: o Tatu tava comprado. Bastava chutarem contra o gol do Tatu, de qualquer distância, que o Tatu aceitaria. O jogo estava ganho.

Como o jogo estava ganho, o pessoal relaxou. Não só não chutou nenhuma bola, de qualquer distância, contra o gol do Tatu, como levou dois gols, em poucos minutos, do adversário. Aliás, gols estranhíssimos. Que provocaram suspeita: assim como o goleiro do outro time tinha sido subornado, o deles também poderia ter sido. O Valmor também estava comprado! Começaram a pressionar para diminuir a diferença. Chutaram quatro bolas contra o gol do Tatu. Duas foram para fora, uma bateu na trave e a outra o Tatu defendeu sem querer. Enquanto isso, o Valmor deixava passar outra bola pelo meio das pernas. Três a zero para o adversário. O jogo estava quase perdido.

No vestiário, no intervalo, o Valmor reagiu com violência à insinuação de que estava comprado só porque deixara passar três bolas pelo meio das pernas. Se estivesse comprado, falharia de modo tão evidente para não deixar dúvidas? Podia ser ruim, mas não era burro e muito menos desonesto. O argumento do Valmor foi aceito, todos se desculparam por terem desconfiado dele, e ele foi substituído pelo Nono, que tinha sido comprado e prometera dez por cento do que ganharia ao Valmor por provocar a sua própria substituição.

O técnico Bentinho puxou o centroavante Ramiro para um lado. Iam mudar de táctica. Em vez de chutar contra o gol do Tatu de qualquer distância, o Ramiro deveria tentar entrar na área a drible. Assim daria oportunidade ao Tatu de sair do gol e derrubá-lo. Pênalti. Quatro pênaltis como aquele e o jogo estava ganho.

A ordem era: bola para o Ramiro. Para ele entrar na área a drible e ser derrubado pelo Tatu. Mas o Ramiro recebia a bola e a devolvia. Ou pegava a bola na entrada da área e, em vez de arrancar para o gol, recuava. O Bentinho aos berros: "Entra na área! Entra na área!" O Tatu aos berros: "Entra na área! Entra na área!" E o Ramiro recuando, passando para os lados, fazendo tudo menos entrar na área para sofrer o penalti. O Tatu ficou tão impaciente que a certa altura saiu do gol e foi derrubar o Ramiro lá na intermediária. Não era penalti mas funcionou. Quem bateu a bola chutou fraco mas acertou o gol, o Tatu fingiu fazer golpe de vista e a bola entrou no canto, três a um. Cinco minutos depois, a defesa atrasou a bola para o Tatu, que a deixou passar. Três a dois. Só faltava Ramiro entrar na área e sofrer um penalti e o jogo estava ganho.

Desde que Nono, comprado, não aceitasse nenhum gol do adversário. Nono aceitou duas bolas chutadas de longe, mas nos dois casos o bandeirinha daquele lado, que também estava comprado, deu impedimento. Ramiro se surpreendeu ao ouvir o juiz lhe dizer, num cochicho: "Entra na área! Entra na área!" Ele não podia entrar na área e sofrer o pênalti. Estava comprado. Mas qual era a do juiz? O juiz: "Entra na área ou eu te expulso!" Bentinho, de fora do campo: "Entra na área ou eu te arrebento!" Tatu, do gol: "Entra na área ou eu vou aí te quebrar!" O Ramiro não sabia o que fazer.

Ramiro entrou na área. Quando o Tatu saiu do gol e quis derrubá-lo, pulou por cima do Tatu e chutou para fora. Mas o juiz deu o pênalti assim mesmo! Também estava comprado. Ramiro fingiu que se tinha machucado para não precisar chutar. Quem chutou foi o Massaroca. Para fora. Também estava comprado. Mas o juiz mandou bater de novo. O Massaroca errou de novo. O juiz mandou repetir. O Massaroca caiu no chão, simulando uma síncope. Grande confusão. Massaroca retirado do campo. Chegou correndo o Nono, gritando: "Deixa que eu bato!" Chutou fraco e em cima do Tatu, que foi obrigado a pegar. Mas, ao fingir que ia repor a bola em jogo, Tatu deixou-a cair dentro do gol. Três a três. Bom para todo o mundo. O bandeirinha daquele lado ainda quis insistir que havia irregularidades: no lance, invasão da área pelo time atacante, o Ramiro dando uma voadora no juiz, os padioleiros, que estavam comprados, despejando o Massaroca no chão só de raiva, etc. Mas ninguém lhe deu atenção. O empate estava bom. Era só o que faltava, um honesto querendo estragar tudo. O juiz apitou. Mesmo faltando quinze minutos, o jogo estava encerrado.

Luís Fernando Veríssimo, in Actual, Expresso, 12 Novembro de 2005

20.8.05

A formiguinha feliz...

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor. Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada. O Marimbondo, gerente geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência.
A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios. Bem depressa se fez necessária uma secretaria para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma aranhazinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Em quanto isso, a formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava.
O Marimbondo, gerente geral, estava encantado com os relatórios da Barata, e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e analise das tendências. Foi, então, necessário empregar uma Mosca ajudante do supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida. Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papeis que tinha de ser feita.
O Marimbondo, gerente geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas: criaram a posição de gestor da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora de area - claro - precisou de um computador novo, equando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de um assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajuda-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a area onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz. A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível. "Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses", disse a Cigarra.

Um dia, o gerente geral - ao rever as cifras - se deu conta de que a unidade na qual a formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais. E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse um diagnostico da situação.
A Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de "vários" milhões, que concluia:
"Ha muita gente nesta empresa".

E assim, o gerente geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida...

(da internet)

28.7.05

Pense diferente, coopere. Vença!

Você certamente já ouviu falar em Cooperativas, certo. E já parou pra pensar que shoppings centers são exemplos de cooperativas que deram certo?

Cooperar vem do latin cooperare e significa: operar simultaneamente, colaborar em comum. Nada mais é do que muitos pequenos se unirem a fim de serem um grande somente.

O cooperativismo atinge o seu auge em um mundo globalizado, com mercados abertos e sem fronteiras. É o alento às pequenas industrias e comércios. Pense nos pequenos, nos outlets, ou shoppings de desconto. Imagine se aquelas pequenas lojas conseguiriam sobreviver sozinhas. O cooperativismo é melhor ferramenta de comercio já criada.

O número de cooperados em todo o mundo ultrapassa 900 milhões de pessoas, algo como seis vezes toda a população brasileira. Isso torna o movimento cooperativista a maior doutrina não religiosa do planeta. No Brasil, o primeiro ramo cooperativista a aparecer foi o de agropecuária em 1847.

Esse é um dos motivos para as exportações brasileiras irem de vento em popa. Pequenos agricultores se unem, formam grandes cooperativas e exportam para o mundo. Acontece que, para muitos, cooperativa, é sinônimo de agricultura, de agricultor, ou seja, qualquer coisa desde que seja em âmbito rural. Talvez porque a categoria cooperativista que mais cresce no mundo seja justamente a dos produtores rurais.

Tirando o setor rural que é o mais evidente, existem milhares de exemplos, como a Rua Teffé, em Curitiba – famosa por seus sapatos e couros – e a Rua Riachuelo – pelos seus móveis usados. Isso tudo é cooperativismo. É ajuda mútua.

O que realmente fascina é o que está intrínseco na idéia. Todos nós somos cooperados por algum propósito. Seja na empresa com colegas de trabalho ou em casa com a família.

Cooperar é uma arte. É trabalhar em equipe, negociando, compartilhando e aprendendo. Não indicada para egoístas.

Autor: Marcelo Cardoso

24.8.04

Olimpíadas

Parabéns Daiane. Sem demagogia! Qualquer um neste país que consiga vencer no esporte merece reconhecimento. Tenho esperança de que um dia nossos políticos vejam que o esporte é capaz de salvar vidas, reduzir a criminalidade e engrandecer o ser humano.

Só fico me perguntando o que diabos faz o hipismo nas olimpíadas.

Tenho o pressentimento de que o Brasil fará a sua melhor campanha. O que também, convenhamos, nem é tão difícil.

Força Brasil!

19.8.04

Lógica

Governo promete pagar dívida com inativos "o mais rápido possível" ++

Se você não paga uma empresa privada, é protestado;
Se você não paga o governo, é incluído em dívida ativa;

Se o governo não te paga, bom, aí você espera, lógico.

Petro...Brás? II

Petrobras, sozinha, supera lucro dos 7 maiores bancos ++

Essa notícia só vem ratificar o que escrevi ontem. Cabe lembrar que em um litro de gasolina de cada R$2,00, R$1,50 é de impostos, ou seja, imagine primeiro o quanto poderia ser reduzido o preço da gasolina na bomba com alguns ajustes tributários e em segundo o quanto o governo arrecada com o combustível que a gente paga.

18.8.04

Petro... Brás?

Não vou conseguir ficar sem dar meu pitaco nessas licitações para exploração de petróleo no Brasil. Acontece que tem muito governador hipócrita querendo dar uma de defensor dos bens naturais brasileiros, usando discurso de que o petróleo é brasileiro e deve ser explorado somente pela Petrobrás.

Se a Petrobrás fosse mesmo brasileira, não venderia combustível no mercado interno a preço de dolar. O fato é que a Petrobrás tem 49% de seu capital privado e, como toda empresa privada, visa o lucro. O petróleo é um comoditie, ou seja, em hipótese alguma ela vai vender no mercado interno por um preço menor do que venderia se fosse exportar. Por isso, quanto maior a crise lá fora, maior o lucro dela. Paga seus impostos, custos, insumos e mão de obra em reais e tem seu produto indexado ao dólar. Quer negócio melhor que esse?

Hipocrisia é dizer que a Petrobrás e brasileira. Ela é sim, uma empresa como outra qualquer, que visa se lucro e vende para o mercado que está pagando mais. Por isso a concorrência é necessária, por isso esse mercado precisa ser aberto.

É ridículo querer ser patriota num momento desses.

Marketing

Incrível. Chegamos ao ponto de que não importa mais quem são os candidatos, mas sim quem tem mais tempo de TV. Antes mesmo de começar o período eleitoral, ja sabemos que o 2o. turno (se houver) será entre os dois que detem o maior tempo de TV.

É por isso que existe essa verdadeira prostituição na hora de montar as coligações, qualquer segundo a mais aumentam as chances. Será que não está na hora de mudar alguma coisa? Não se vota mais em um candidato, mas sim em um composto mercadológico.

Atenas

Um dos poucos momentos em que valeu a pena essas olimpíadas foi ontem, no voley entre Brasil x Itália. Um épico, uma epopéia. Fica aqui o registro. Dá-lhe Brasil.

Quem sabe um dia o futebol seja mais profissional e menos apadrinhador. E que ao pensar em uma olimpíada, a CBF escolha profissionais competentes e não "amiguinhos". Pessoas como Ricardo Gomes, Valinhos e tantos outros são preferidos em um mundo de Vanderlei Luxemburgo, Leão e tantos outros. E é justamente por essa mania da CBF em "inventar" técnicos para as seleções de base que estamos sem ver o futebol masculino em Atenas.

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